
No começo do mês passei uma semana em Nova York e como havia muito tempo que eu não ia para lá, obviamente não deu para me aprofundar na cidade, ir a todas as lojas de vinho e restaurantes que me indicaram. Procurei então ir aos lugares que foram muito indicados e que certamente não teriam erro.
Não vou ficar aqui falando de todos os restaurantes em detalhe. Vou citar todos os que fui, mas quero focar no serviço do vinho em geral nos restaurantes e também na única loja de vinhos que fui lá.
Sobre os restaurantes, fui no Mercer Kitchen, Bottega Del Vino, Serafina, Balthazar, Nello, Le Bilbouquet e no famoso PJ Clarke´s, que obviamente não pedi vinho. Em todos os outros eu pedi ao menos uma taça de vinho, ou uma garrafa para dividir com a Helena. Minha impressão geral: Despreparo quase que total no serviço do vinho. Exceto no Bottega Del Vino, os vinhos em taça ou em garrafa (Todos tintos) vieram bem fora da temperatura que deveriam servir em restaurantes deste nível, mesmo não sendo restaurantes 5 estrelas, são bons restaurantes e alguns deles até um pouco caros pelo que oferecem.
Outro fato que me chamou a atenção foi que ao pedir taças, quando não estavam no cardápio ou carta de vinhos, não diziam o nome do vinho, produtor e nem o valor. Apenas a uva. E por último, esperava vinhos mais em conta que no Brasil, mas as margens aplicadas eram bem altas. Quase me senti em São Paulo! Claro que lá os vinhos são mais baratos, mas se compararmos as margens, eles estão pesando mais a mão do que eu imaginava. Fui com uma cabeça, talvez errada, mas no final encontrei coisas bem diferentes, não só no preço!
Sobre a única loja de vinhos que deu tempo de ir, não poderia deixar de ser a famosa Sherry-Lehmann. Fui já direcionado a conversar com uma brasileira, a Ana Paula Galvani, que trabalha lá há um bom tempo e além de extremamente simpática e boa vendedora, conhece muito de vinho. Só pelo simples detalhe de ter passado 3 meses no Château Margaux, já não é preciso dizer muita coisa…! Acabei comprando bons achados, nada caros e alguns deles que não tem no Brasil. Poderia ter realmente enlouquecido com os preços dos ótimos e famosos Bordeaux (É o forte deles), mas optei por ser mais comedido e focar em bons vinhos, todos eles desconhecidos por mim! Foi uma manhã bem gostosa conversando e comprando.
Enfim, The City That Never Sleeps poderia ter um pouco mais de carinho e cuidado com o vinho em alguns casos. Mas foi bom, muito bom estar lá! Afinal, como diz uma amiga minha, New York is never enough.
CHEERS!!
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