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Archive for the ‘Causos’ Category

AMIGOS,

DEPOIS DE APENAS 8 MESES DE BLOG, RECEBI A GRATA NOTÍCIA DE QUE O ENODÉCO FOI INDICADO AO PRÊMIO TOP BLOG 2009, QUE PREMIARÁ OS MELHORES BLOGS NACIONAIS.

A PRIMEIRA FASE É UMA VOTAÇÃO ABERTA AO PÚBLICO. ISTO QUER DIZER QUE VOCÊ, QUE ESTÁ LENDO ESTE POST, PODE VOTAR NELE. MAS SÓ VOTE SE GOSTAR DO BLOG, CLARO!
É SÓ CLICAR NO LOGO DO PRÊMIO AO LADO =>=>=>, COLOCAR SEU NOME E SEU E-MAIL E CONFIRMAR DEPOIS NO LINK QUE RECEBERÁ POR E-MAIL. É MUITO FÁCIL!

MAS JÁ QUERIA AGRADECER A TODOS OS LEITORES PELA CONFIANÇA, FEEDBACKS, INDICAÇÕES E TUDO O QUE AJUDOU O BLOG A SER INDICADO AO PRÊMIO! PARECE DISCURSO DE POLÍTICO, MAS FAZER O QUE NÉ?

OBRIGADO E SEMPRE CHEERS!!!

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A VACA NA CIDADE

Na época deste causo eu trabalhava na Lew, Lara e sentava em um mesão privilegiado. Sentavam, entre outros coitados que tinham que agüentar a bagunça: Marcio Oliveira, Vice Presidente de Atendimento e Operações da agência, o conhecido “Bochecha”. Um cara “chato” pra burro que quando estava inspirado, começava a fazer e cantar musiquinhas sem graça para as pessoas, mas seu alvo preferido sempre foi o Forli, um caipira de Presidente Prudente, que nunca deixou muito clara a sua preferência sexual. Nada contra, sem preconceitos, mas ele era meio esquisito mesmo. Mas um cara gente boa, amigo e acima de tudo, engraçado. Ao lado do Forli, o Kalef, Corinthiano roxo e com uma qualidade superlativa: Era tão bem humorado que seu apelido chegou a ser “ranzinza”. Dá pra imaginar? Depois vinha o minhoca. O minhoca, que foi registrado com o nome de Hamilton era um cara super discreto e que falava sempre muito baixo. Quase não dava para ouvir quando ele falava com as pessoas. Era muito tímido, coitado. E por fim, além da minha pessoa, tinha o Daniel Jotta. Bambi ou Balboa, como era conhecido, pois quase não distribuía porradas pela agência. Um italianinho super calmo que tinha um tênis Puma preto e branco envernizado, que ia sozinho da casa dele para a agência, de tanto que ele usava. Não vou falar deles todos neste causo, mas é importante já conhecê-los pois alguns deles farão parte de outros. Este especificamente terá a presença do Daniel, que foi comigo a uma degustação na Enoteca Fasano. Saímos da agência no meu carro, como sempre, lá pelas 19:30 e fomos até o local. Lá degustamos excelentes vinhos feitos da uva Malbec, que era o tema da degustação. A Malbec é uma uva francesa que encontrou favoráveis condições de crescimento na Argentina, pelo clima e pelo solo e não há duvidas de que a Malbec Argentina é umas das uvas mais interessantes e de maior sucesso no mundo e principalmente no Brasil, aonde seus vinhos ganharam bons espaços nas gôndolas de supermercados e importadoras. Sua coloração intensa, seus aromas criam vinhos de textura aveludada e agradável sabor. Quando estes vinhos são envelhecidos em barris de carvalho, eles ganham ainda mais complexidade e corpo e com isto, acabamos tendo vinhos bem interessantes, alguns deles brigando com grandes nomes do velho mundo em concursos espalhados pelo mundo.
Voltando ao cuaso…
O Daniel, apenas para explicar um pouco, nunca foi muito ligado ao vinho. Bebia quando tinha em algum evento, jantar, coisa e tal, mas nunca o teve como Hobby. Mas hoje posso dizer que ele está aprendendo a diferença entre um Brunello, um Barollo e um Sangue de Boi…
Já imaginava que iria dar boas risadas ao leva-lo lá, mas não imaginei que seria tanto. Enquanto todos os presentes faziam caras e bocas tentando descobrir os aromas, buquês e sabores de cada vinho, o Daniel ria, fazia também caras e bocas, porém, tirando barato da cara dos outros e no final, ao ser perguntado pelo Sommelier o que tinha achado, acabava repetindo o que a maioria tinha dito, para não ficar feio. Mas depois de falar, virava-se para mim e dizia: “Frutas pretas, couro velho, carvalho americano? Tá todo mundo louco! Tem gosto de vinho mesmo. Vinho é vinho e tem gosto de vinho!” E assim fomos até o final, rindo, bebendo e cada vez mais alcoolizados. Imaginem ainda que tinha uma mexicana que falava um português meio enrolado. Preciso falar que no final não entendíamos absolutamente nada do que ela falava?Ao sair de lá, a surpresa: Depois de dirigir alguns metros, na primeira esquina tinha uma vaca, daquelas que encheram a cidade na Cow Parade. Nós, completamente sem noção, abrimos a janela do carro e gritamos para os manobristas que estavam perto da vaca, com um tom meio amedrontador, como se algo realmente fosse acontecer a eles: “Ei amigo, cuidado que tem uma vaca correndo aí ao lado. Corram senão ela vai pegar vocês!” Não preciso dizer que mal conseguia guiar depois de tanto rir e que até deixar o Daniel na casa dele, gritamos e assustamos todos os coitados que andavam pelas ruas naquela hora. Não sabia que vinhos causavam alucinações…rsrs.

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COMO TUDO COMEÇOU

Ao lado, um Porto Vintage 1976.

Nasci no dia 14 de Dezembro de 1976 em São Paulo, capital. Há 9 dias do Natal, como é todo ano, já é uma época de um clima diferente, de celebrações, de um espírito mais fraternal. Este dia foi, certamente, um dos dias de maior emoção para meu pai, José Pedro e para minha mãe, Regina. Pelo menos é isto que me falam. Alguns apressadinhos e outros um pouco mais loucos já devem estar se perguntando se naquele dia já bebi o meu primeiro gole de vinho. Não, ainda não, mas quem sabe já não estava com vontade? De qualquer forma, juro que não lembro…

Isto foi apenas para lhes apresentar a pessoa que começou a me mostrar o mundo do vinho, o meu pai. Não que minha mãe também não tenha me mostrado, mas é que meu pai realmente curte e entende sobre um bom vinho. Tá bom mãe…você também me ensinou (Se eu não falar dela, ela me mata!!!). Minha mãe, como é a maioria das mulheres, gosta de um vinho mais adocicado. E talvez, sem querer, ela tenha me ensinado a gostar de um dos grandes tipos de vinho que temos hoje. Um vinho nobre, elegante, cheio de história e com um processo de produção um pouco mais complexo que o vinho comum. Alguns já devem imaginar qual é, pois não está muito difícil.

O Vinho do Porto é realmente um vinho magnífico. Um ícone de Portugal, um ícone da Europa e um ícone do mundo! Entrando um pouquinho no aspecto mais técnico dele, ele é um vinho português, da cidade do Porto, que foi difundido no mundo através dos ingleses, no meio do século XVII. Ele é produzido na região do Alto do Douro (Norte de Portugal) e aí está um de seus grandes segredos: É uma área de produção única no mundo, que são aonde se localizam os terraços sobre o rio Douro. Este glorioso vinho é uma mistura das várias uvas produzidas naquela região. A principal diferença do Vinho do Porto em relação aos outros vinhos é no seu processo de fermentação, que é interrompido com a adição de uma aguardente de vinho, que acaba preservando o açúcar natural da uva. E esta adição é a responsável pelas 2 principais características deste vinho: O seu elevado grau de doçura e de álcool, em média entre 19% e 21%, enquanto os vinhos que costumamos beber regularmente variam de 11% a 15%, dependendo do vinho.

Pronto mãe! Viu só como você também é responsável por esta minha paixão pelo vinho? Aposto que nem sabia desta! Vou abrir um parênteses aqui para fazer o meu merchan e falar que amo muito esta baixinha e que devo muito da minha vida a ela! Mãe, te amo!

Depois deste momento “melado”, (Entendam o melado como quiserem, seja ele pelos elogios à minha mãe ou pelo melado do adocicado Vinho do Porto) volto a falar, superficialmente, pois vou aprofundar depois, da influência do meu pai nesta minha vivência no mundo do vinho.

Ele, italiano como o sobrenome ROSSI diz, sempre foi muito adepto ao vinho. Sempre teve um paladar muito apurado para comida e bebida. Sempre gostou, assim como minha mãe, de comer e beber bem. Não na quantidade, mas na qualidade. Soma-se a isto uma tendência familiar que também tenho, de ter um índice de colesterol um pouco acima da média. E o último fator para que ele pudesse desenvolver mais ainda este gosto pelo vinho é ter tido, graças a Deus e aos pais dele, uma vida com amplas possibilidades de conhecer outras culturas, outros países e outras pessoas que pudessem lhe ensinar muita coisa. Pronto, está na mesa uma combinação perfeita para se desenvolver o gosto pelo vinho, pela magia que é esta bebida que está diariamente na mesa de milhões de pessoas ao redor do mundo. E ela é tão mágica e maravilhosa que a religião católica a usa para representar o sangue de Jesus Cristo derramado em sua morte. Quer mais?

Então foi assim, crescendo vendo meu pai tomando vinho quase todos os dias e com muito gosto, que fui, inconscientemente aprendendo a admirar este ritual que é beber um vinho. Um ritual que vai desde a compra dele até a retirada do rótulo depois de consumido, para minha coleção. E é claro que depois tive também outras fontes de inspiração. Mas estas, eu vou contar ao longo dos diferentes causos que relatarei.

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