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Archive for the ‘Confraria dos Amigos’ Category

Semana passada tivemos mais uma Confraria dos Amigos. O tema de Portugal, pela segunda vez é oferecido pelo Marcio e desta vez, ao invés de vinhos famosos e “de marca”, tivemos excelentes surpresas. Foram vinhos que surpreenderam e que alguns de os não conheciam. Foi uma noite de descobertas e não de afirmação.

Começando pelo branco, levado pelo Zé Roberto, fugimos do padrão e pela primeira vez abrimos os trabalhos com um vinho que não era da mesma nacionalidade dos tintos. E valeu a pena. Foi um belíssimo Clos des Papes Châteauneuf-du-Pape 2006 , dos competentes Paul e Paul-Vincent Avril, enólogos e proprietários da vinícola que faz o vinho homônimo tinto que levou 99+ pontos de Robert Parker em na safra de 2007. O vinho, bem mineral e intenso é delicioso. Além da mineralidade, ele tem também um pouco de flores no nariz, e na boca é bem encorpado, untuoso e persistente! Tudo e mais um pouco que se espera de um bom Châteauneuf-du-Pape.

Mais surpresas estariam por vir nos líquidos tintos. 2 vinhos diferentes, da mesma safra: Incognito Cortes de Cima 2002, um alentejano 100% Syrah, potente, frutado, de bom corpo e com um final longo e delicioso. Um vinho moderno, já um pouco mais conhecido que o outro que tomamos. Apesar de apenas 8 meses em barricas, ele tem uma madeira muito presente e redonda, que deixa o vinho bem agradável! Um belíssimo vinho. O outro, para mim uma surpresa e uma novidade, veio diretamente de lá: Antonio Maria 2002. Pra mim, o grande vinho da noite! Parece mais tradicional que o Incógnito, sente-se mais a uva e menos a madeira. Feito com Alicante Boushet e Cabernet Sauvignon é um vinho intenso, encorpado, com um nariz bem frutado e uma madeira no fundo que deixa o vinho maravilhoso. É uma preciosidade, com apenas 4.000 garrafas produzidas! Uma descoberta, uma surpresa, um vinhaço que veio na mala do Marcio e caiu diretamente em nossa mesa para felicidade geral dos confrades!

Próxima parada será logo ali, atravessando a fronteira, na Espanha. Vinhos que serão levados por mim, agora carregando uma enorme responsabilidade depois desta última noite. Que venga España!

CHEERS!!

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Semana passada tivemos mais uma bela noite na confraria dos amigos. Mais um passeio por Bordeaux, onde já tínhamos estado em 2008 quando JP nos levou 2 belas preciosidades. Desta vez o anfitrião da noite foi Zé Roberto, que não decepcionou. Pelo contrário, surpreendeu com o nome e principalmente a safra da preciosa garrafa. Mas vamos com calma…

Começamos por um excelente branco que o JP levou, um Chateau Hostens-Picant 2005. Eu já tinha tomado este vinho e sabia que era excelente e poderia abrir bem a noite. Um branco intenso, aromático, persistente, meio amarelo-palha e que agradou muito a todos!

Depois veio a porrada. Nada menos que um Chateau Lynch-Bages (Grand Cru Classé)! Depois de ver o peso do nome, foi hora de olhar a safra: 1989. Um Bordeaux de 21 anos de idade, poderia estar ruim? Sim, até poderia, mas seria improvável. Que vinho, que experiência maravilhosa! Pela cor já mostrava uma certa idade, mas ao mesmo tempo dava bons indícios que teria mais alguns bons anos de vida na garrafa. E quando tomamos, tivemos esta comprovação. Foi aquela mistura de sensações de que o vinho estava pronto para ser tomado, no ponto certo, mas ao mesmo tempo estava nítido que poderia ser guardado ainda. Mas graças a Deus, ou ao Zé Roberto que JP, Marcio, Dado, Fefê e eu pudemos participar disto.

O vinho estava maravilhoso! No nariz ele se mostrava cada vez maior à medida que o tempo passava com ele na taça. Eram aqueles aromas que ficavam impregnados por muitos e muitos minutos. E na boca ele estava… estava… estava… sei lá! Indescritível! Um vinhaço. Uma jóia. Sem dúvida, um dos melhores vinhos que já tomei na vida. E aos poucos, à medida que vou elencando os melhores vinhos que já tomei, os Bordeaux vão tomando conta desta lista, naturalmente, sem cerimônias. Ducru Beaucaillou, Chateau Pavie, Lynch-Bages e depois alguns outros como o Barolo Giacomo Conterno e Vega Sicilia, que são para mim os 5 melhores vinhos que já tomei.

Uma experiência memorável e que só faz o nível subir. Próxima parada? Alentejo, região portuguesa de excelentes vinhos e que ficará a cargo do Marcio, ora pois!

 

CHEERS!!

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Na semana passada tivemos o primeiro evento para abrirmos a Confraria doa Amigos. E diferentemente dos outros anos, a confraria, que inicia seu terceiro ano, começou com o Fefê e um tema que prometia estremecer as estruturas do simpático e delicioso resturante Pettirosso: Supertoscanos!

 A Osteria del Pettirosso é um aconchegante restaurante comandado pelo cheff e dono Marco Renzetti, que vai pessoalmente às mesas sugerir os pratos, num português ainda bem italianado. Ambiente extremamente agradável e comida de altíssimo nível! Vale a pena conhecer!

Sobre os vinhos, iniciamos os trabalhos com um Pomino Bianco 2005, feito pelas mãos dos Marchesi di Frescobaldi . Um Chardonnay bem persistente, untuoso, aromático e marcante. Bela abertura para o que viria depois: Um Cepparello, do produtor Isole e Olena, famosíssimo Suertoscano. A safra: 1996. Depois, um ícone italiano e talvez mundial que certamente pode ser incluído como um dos melhores vinhos do mundo. Nada menos que o Ornallaia, um Supertoscano da sub-região de Bolgheri, safra 2001. Se com um Cepparello a coisa já estava pesada, com um Ornellaia então o “bicho pegou”.

Mas devo colocar aqui a minha modesta opinião, que pode chocar algumas pessoas: O Cepparello, vinho que já havia bebido de outra safra, superou o Ornellaia. E foi gosto de “família”, já que meu pai também preferiu este, enquanto Marcio, Zé Roberto, Fefê e Dado preferiram o Ornellaia.

Eu particularmente achei o Cepparello mais pronto para beber. Com 14 anos ele está num estágio incrível, já com toques de sua idade, mas mostrando ainda alguma vida pela frente. O Ornellaia, com “apenas” 9 anos, para mim ainda estava fechado e não conseguiu se mostrar por inteiro. Mesmo assim, ele estava impressionante. Marcante, intenso, melhor na boca que no nariz. Resumindo: Um vinho nota 11 e outro nota 12 (De um total de 10…)

Próxima parada será “somente” em Bordeaux. Quem oferecerá as maravilhas: Zé Roberto. Confesso que já acho que tá demorando…

CHEERS!!

 

 

 

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Demorei, mas cá estou pra falar sobre o último evento da confraria dos amigos, que aconteceu na semana passada, no Piselli. Este ano resolvemos mudar um pouco a fórmula do ano passado e não teremos, por questões de agendas, o jantar de final de ano, aonde as mulheres são convidadas. Mas este acontecimento será no ano que vem, como a abertura do terceiro ano da confraria.

O tema deste último encontro foi o Piemonte, região que encanta não só pelos vinhos, mas também pelas lindas paisagens e por suas deliciosas trufas, sobre as quais já falamos aqui no blog.

O anfitrião da noite foi o Dado que levou 2 preciosidades. Os brancos foram fornecidos pelo Zé Roberto.

A noite foi animada, não só na nossa mesa, mas nas outras que estavam em volta, pois estava acontecendo um evento paralelo e obviamente acabamos entrando na dança também, afinal, a fotógrafa da Vogue que estava lá, depois de algumas taças de vinho, foi quase que obrigada a tirar uma foto da nossa mesa. Tirou, falou que ia mandar a foto, mas até hoje não recebemos nada. Será que nós infernizamos a vida dela ou foi só impressão.

Bom, vamos aos vinhos: Começamos com um branco feito por um dos maiores nomes do Piemonte, o Luigi Copo. O Monteriolo 1997 estava um espetáculo. Um vinhaço, chardonnay 100% com muito corpo, cor e sabor. Muitos vinhos brancos com esta idade estariam já passados, mas este estava no auge, uma delícia! Vou arriscar e dizer que pode ter sido o melhor branco que bebemos na confraria até hoje!

Sobre os tintos: Um Barbaresco Rabajá, do Bruno Rocca, um dos maiores produtores de Barolo! Safra 2004, o vinho estava austero, potente, com uma estrutura impressionante que mostrou que ele vai longe… vai durar alguns bons anos ou décadas! Já é um senhor vinho hoje. Daqui a alguns anos então, nem se fala…

O outro eu deixei pro final pois trata-se de uma preciosidade. Um Conterno 1996 que poderia ser bebido de joelhos. Cor mais atijolada pela idade, ainda muito bem estruturado tinha um nariz de puro mel. E prometo que mesmo aos que acham que não conseguem sentir aromas em vinhos, conseguiriam sentir o mel deste líquido. Um vinho que ainda tem alguns anos pela frente mas ouso dizer que ele foi bebido na hora certa. Um vinho para se guardar na memória!

E depois de todos os pratos, entradas e sobremesa, fomos para casa deixando o ano de 2009 pra trás com passeios pela Austrália, África do Sul, Argentina, Califórnia e Piemonte. E que venha 2010, começando com alguma vertical que ainda não decidimos, com a presença das digníssimas esposas!

CHEERS!!

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Depois de 3 meses sem nos reunirmos por falta de uma agenda comum a todos, a confraria dos amigos, que está em seu segundo ano voltou com força total. O tema Argentina era sugestivo para uma noite de carnes e vinhos maravilhosos. E coincidentemente o evento foi 2 dias antes do vareio que demos nos hermanos nas eliminatórias da copa. O restaurante? O reconhecido Pobre Juan, conhecido pelo seu bom atendimento e pelas excelentes carnes!

O anfitrião dos tintos da noite foi o JP, que levou 2 preciosidades. E como estvámos há 3 meses sem nos reunirmos, resolvemos levar 2 brancos. Fefê levou um Catena Alta Chardonnay 1999 e eu levei uma homenagem ao meu herdeiro, um Luca Chardonnay 2006. O Luca estava muito bom, como eu já sabia pois havia bebido antes. Em Chardonnay argentino interessante e que mostra que se bem feitos, os vinhos desta uva no país hermano pode dar bons resultados. Ainda acho que o Chile se destaca nesta uva aqui na América do Sul, mas a Argentina tem seus bons exemplares também. E a maior prova disto veio também com o Catena Alta. um vinho que ganhou corpo e aromas com seus 10 anos de idade. Surpreeendeu de uma forma que ninguém esperava! Impressionante!
E vieram os tintos. Nada menos que uma vertical de Cheval des Andes! Talvez o vinho de maior Grife na Argentina, principalmente por ter o Chateau Cheval Blanc por trás deste projeto, junto com o gigante Terrazas de los Andes. Foram 2 exemplares: 2002 e 2005. 2 vinhaços! Mas sempre tem um que se sobressai, não é? E desta vez foi o 2002. Estava redondo, pronto para ser tomado, por mais que pudéssemos esperar mais alguns bons anos para bebê-lo. Estava um vinho sensacional. O 2005 ainda estava novo, mas já mostrou que daqui a alguns anos ele vai ser “grande” como o 2002 que bebemos.
A curiosidade ficou por conta da formulação dos 2 vinhos: Eram vinhos feitos com uvas diferentes! O 2002 tinha Cabernet, Malbec e Petit Verdot. O 2005 , além das uvas que estavam no outro vinho, ainda tinha 7% de Merlot. É uma parcela baixa, mas que certamente faz a diferença e deve deixar o vinho mais macio, menos austero que o 2002 daqui há alguns anos.
Sobre a comida, sem comentários! Foi um menu desgustação com nada menos que 5 pratos! Não preciso falar que saímos de lá absolutamente rolando de tanto que comemos e bebemos. E bem!
A próxima já tem data marcada! 01 de Outubro, ainda sem restaurante definido, mas com o tema que promete: Piemonte, oferecido pelo Dado, que vem falando nestes vinhos há tempos…
CHEERS!!

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