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Archive for the ‘WSet Courses NY’ Category

Vamos agora às minhas impressões sobre o WSet Advanced Intensive Course aqui em NYC. E aí encerra-se o ciclo WSet aqui no blog.

O curso durou 1 semana, com a prova sendo no sábado. Se o outro foi intensivo, este eu posso dizer que foi algumas vezes mais intensivo. Este é um curso realmente para profissionais, para quem quer e precisa aprender tudo, ou quase tudo sobre vinhos, métodos de produção, mercados, viticultura e destilados. Os detalhes aqui são infinitamente maiores que no outro curso e por isto toda e qualquer pergunta ou dúvida precisa ser esclarecida durante as aulas. As degustações passam a incluir mais aspectos de análise que no Intemediate e são bem completas. E depois de terminarem os dias, era hora de voltar pra casa e estudar para o dia seguinte. As 2 palavra que podem resumir este curso são Detalhes e Profundidade. A prova, foi composta por 50 questões tipo testes, mais 5 questões dissertativas, que tem ítens dentro delas, então dá para facilmente falar que eram umas 20 perguntas e a degustação às cegas de 2 vinhos, que deve conter 21 aspectos a serem analisados no vinho. Não foi fácil! Agora as provas, tanto do Intermediate como do Advanced, vão para Londres serem corrigidas e dentro de mais ou menos 1 mês e meio chegam os resultados do Intermediate e de mais ou menos 2 meses e meio, do Advanced.

Degustei no  total nada menos que 145 vinhos e 10 destilados em 45 intensivas horas de aula. Uma marca que acho que nunca mais vou atingir na vida em tão pouco tempo. A não ser que um dia eu tenha que participar de alguma grande avaliação de vinhos. E precisará ser grande mesmo.

O saldo geral é excelente, espetacular. Uma experiência única que certamente dividirá minha vida em “Antes do WSet” e “Depois do WSet”. Mas uma coisa é importante dizer: Apesar de ficar mais crítico e analítico com relação aos vinhos, um cuidado é preciso e especialmente para mim é essencial: Depois que vc faz cursos bacanas como estes, para vc se tornar um mala, que vai ficar analisando cada gole que toma de vinho com os amigos, ficar comentando os aromas, cor e paldar e que o único assunto no repertório é o vinho, é um pulo, fácil, fácil. Mas como o próprio conceito do blog diz, ele (e eu!) vai continuar a ser um “despretensioso blog sobre vinhos”. Por isto é preciso avaliar bem o ambiente, as situações e as pessoas naquele determinado momento para não exagerar e perder a linha. Então, terei que ficar de olhos bem abertos para que o espírito do enochato passe sempre longe daqui. E o primeiro passo é ter consciência disto…

 

 

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Conforme prometido, vamos às minhas impressões sobre os cursos do WSet (Wine & Spirits Education Trust), uma instituição inglesa, sediada em Londres, e que é apadrinhada por ninguém menos que a famosa crítica inglesa Jancis Robinson.

Sábado foi a prova final do WSet Advanced Course aqui em NYC. E já estou com saudades das aulas, por mais intensivos e cansativos que eles tenham sido, pelo curto espaço de tempo que eles tem neste módulo intensivo. Saio com a sensação de ter aprendido muito e que daqui pra frente o mundo do vinho será visto com outros olhos. Olhos estes mais críticos e analíticos, pois apesar de já saber algumas das coisas que foram passadas, principalmente no Intermediate, o volume e intensidade de tudo que é passado é muito grande. E isto me dá, uma importante bagagem no currículo de ter feito os 2 módulos deste que é um dos mais, se não o mais reconhecido instituto de ensino sobre vinhos do mundo,.

O WSet Intermediate Intensive Course foi bem bacana e durou 3 dias. Alguns assuntos eu já dominava, mas sempre tem coisa nova ou outras visões para se aprender. Este é o segundo nível do curso, sendo que o primeiro é o Foundation, um curso bem básico. Ele é importante para aprender e pegar alguns termos comumente usados no mundo do vinho, bem como começar a ter uma pegada mais profissional, crítica e analítica dos vinhos. Em todas as aulas são degustados 6 vinhos que tem a ver com o tema da aula. No final dete curso, foram degustados 41 vinhos e 4 destildos em 3 dias! A prova  – 50 perguntas tipo testes – foi mais difícil do que eu imaginava, com muitas pegadinhas e detalhes. Um curso bacana para quem quer aprender mais sobre vinhos, com um pouco mais de profundidade do que o normal, mas também para quem quer “fazer carrreira” e depois tentar fazer os outros cursos do WSet – São 4 níveis no total.

Amanhã falarei sobre minhas impressões sobre o Advanced e encerro o capítulo WSet!

 

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E hoje oficialmente terminou o WSet Advanced Course aqui em NYC no International Wine Center. Vou falar sobre a prova feita hoje e amanhã postarei um balanço geral do curso e minhas impressões.

Coloquei na minha cabeça ontem que não iria dormir tarde para estar descansado para a prova, que começava às 10:00. Pura ilusão… Cheguei em casa ontem do curso, comi alguma coisa por aqui mesmo e comecei a rever alguns pontos que eu ainda sentia necessidade, principalmente a França, que tem um peso grande durante o curso e na prova do Intermediate teve bastante coisa. e aproveitei para ver as coisas das aulas de ontem, os destilados, fortificados e espumantes. O horário que fui dormir? 02:00 da manhã.

Cheguei para a prova 15 minutos antes para me ambientar, relaxar e botar a cabeça no lugar. No metrô fui ouvindo “O Fantasma da Ópera” para relaxar. A prova começou com a degustação às cegas de 2 vinhos, um branco e um tinto. No total, 21 ítens deveriam ser observados e analisados na avaliação, entre eles descobrir a região e a faixa de preço do vinho, além dos ítens dentro de cada categoria da anáilise sensorial (visual, olfativo e paladar). Me senti bem na prova e acho que fiz uma boa avaliação. No final descobrimos que tínhamos um Sauvigon Blanc da Nova Zelândia e um Shiraz da Austrália.

Depois a parte teórica, composta por 5 perguntas dissertativas e 50 testes. A parte dissertativa era meu maior receio pois precisa ser muito objetivo e claro nas respostas, além de saber alguns detalhes que parecem bobos mas que fazem diferença. Pra minha sorte achei esta parte mais tranquila do que eu esperava. são 5 perguntas, mas cada pergunta tem de 3 a 5ítens para responder, então podemos considerar que tínhamos umas 20 perguntas no total. Os temas: “Responsabilidade Social e Bebida”, “Pragas e Doenças na Viticultura”, “Produção de Espumantes”, “Harmonização” e “Espanha e Portugal”.

Nas questões de múltipla escolha, 3 perguntas eu realmente não sabia e foram no chute. 35 delas eu fui com segurança, o que não significa que acertei todas e as outras 12 eu tive que pensar mais e alguma ir por exclusão. No geral, acho que deu para ir legal, mas é impressionante como alguns detalhes que achamos que são apenas detalhes, acabam te pegando na curva. E quando o curso é o intensivo como este, isto faz diferença pois o tempo de curso é menor e não dá para passar por tudo nas aulas.

Enfim, chegaram ao fim os 2 cursos e o balanço geral é excelente. Vou falar mais detalhadamente amanhã, mas vale muito a pena. E o Advanced é realmente pra quem quer conhecer bem e dominar o assunto, não para brincar!

Inté amanhã, pois agora é hora de curtir a cidade que nunca dorme. Acho que é por isto que nestes 10 dias de curso eu também mal dormi…

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Hoje foi o último dia do curso 😦 e amanhã tem prova! Na verdade, meu plano era terminar hoje, passar mais uns 5 ou 6 dias estudando e depois fazer a prova, o que seria possível! Assim, eu teria mais tempo para estudar e absorver tudo o que foi passado nestes intensos 5 dias, que somaram 45 horas de aula só esta semana, sem contar o curso da semana passada. Mas houve uma mudança de plano no meio do caminho, pois eu precisaria ter avisado com muita antecedência se eu quisesse fazer a prova depois. E achei que chegando aqui isto bastaria, mas não foi possível. Até por conta disto, tive que ficar pelo menos até 01:00 da manhã estudando todos os dias, alguns dias como ontem até às 02:30. Mas hoje vou apenas revisar algumas coisas para estar descansado para a prova. Então, vamos falar sobre o dia de hoje, um dia diferente.

Começando pelos espumantes, o foco certamente não poderia ser outro que não a Região de Champagne. Desde as plantações das vinhas, passando pela elaboração do champagne, fomos a fundo no assunto. E realmente não é por acaso que este tipo de vinho tem a reputação que tem. O trabalho dedicado e meticuloso de cada um que está envolvido na produção do champagne é impressionante e não poderia resultar em um produto de qualidade mediana ou até mesmo boa. É preciso ser ótimo, excelente em todos os aspectos! Desde as mais “comuns” e comerciais como as mais exclusivas e safradas! É realmente um néctar dos Deuses. Depois, passamos por outras regiões que produzem espumantes conforme o mesmo método “tradicional” como os Cremants Franceses, as Cavas Espanholas e o Prosecco e o Franciacorta Italianos. Depois vimos o outro método de produção de espumantes, com as fermentações em tanques. Este método é mais simples, não exige tanto trabalho e cuidado e por isto acaba sendo mais barato e o líquido final não tem a mesma complexidade de aromas e sabores do método tradicional, apesar de produzir bons vinhos. Enquadram-se neles os Espumantes de Asti (Itáila) e os Sekt (Alemanha), entre outros. E vejam só… o Brasil foi citado na aula como um potencial produtor de espumantes de alta qualidade seguindo o método tradicional! Olha só o orgulho!!! Para terminar, degustação de 6 espumantes, sendo 2 deles champagnes.

Depois a aula que, assim como no curso anterior, as pessoas não curtem muito e fazem quase por obrigação: Destilados. Foco no processo de destilação e quando falamos dos produtos em si, destaque para o Whisky, Cognac, Rum, Gin, Vodka e Tequila. É até bacana saber do que cada um é feito e como são feitos, mas na hora de degustar eu realmente não fui feito para isto. Mas com raça e várias caretas feitas por todos na classe, fomos lá!

Para terminar, os vinhos fortificados. Particularmente eu acho esta aula fascinante, pois além de gostar destes vinhos, acho os métodos de produção muito bacanas e diferentes. Falamos dos Vinhos do Porto e seus tipos como Ruby, Tawny, LBV, Vintage, Single Quinta, etc… vinhos estes que eu adoro! Mas também falamos dos Sherrys (Vinhos Brancos e Fortificados), especialidades da região de Jerez (Sul da Espanha). Lá eles produzem vinhos que no Brasil não são tão tomados, mas deveria, pois tem uma variedade muito grande de tipos, desde os mais secos e delicados, e são realmente os vinhos mais secos do mundo (chamam-se FINO), até vinhos mais doces e encorpados que são os  Pedro Ximenez (PX). Estes vinhos tem uma produção extremamente complexa, que passa por “Soleras”, que são barricas emilhadas e emparelhadas e eles vão tirando vinho de uma barrica mais nova, passando para outra mais velha e assim por diante. Então, não tem uma safra definida e podemos ter vinhos de mais décadas dentro das Soleras e que depois são misturados com vinhos recentes, e asim por diante. É difcil explicar mais detalhadamente como funciona, mas fica o conceito de que é o processo de produção mais complexo do mundo! E depois passamos também pelos Vinhos Madeira, degustando 3 Sherries, 2 Portos e 1 Madeira.

E foi isto. Um dia bem diversificado para encerrar este curso com chave de ouro. Amanhã, prova! Prova esta que será composta de 50 Testes, 5 Perguntas dissertativas e 2 Vinhos para serem degustados às cegas. Acho que a manhã de sábado promete fortes emoções… Amanhã passo por aqui para contar sobre a prova! E como dizem por aqui, “wish me luck!”.

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Uma mistrura de sensações e culturas pode resumir bem o dia de hoje. Começando o dia tratando de 2 países que são ícones e espelho do tradicionalismo e que ao mesmo tempo vem se modernizando para não não ficarem para trás e produzirem cada vez mais vinhos bons e reconhecidos. Este cenário espelha bem o atual momento que vivem Espanha e Portugal.

A Espanha é o país de maior área plantada de vinhedos do mundo. Tem apenas 2 tradicionais regiões reconhecidas como DOCa (As únicas duas por enquanto), como o Priorato, que produz excelentes vinhos no nordeste do país (Catalunha) principalmente à base de Granacha e Cariñena, mas que tem mostrado vinhos de excelente qualidade quando mistruam estas 2 uvas às tradicionais Cabernet Sauvignon e Syrah. a outra DOCa é a região mais famosa da Espanha, a Rioja, no norte do país. Lá, assim como na maioria do país, a Tempranillo reina entre as uvas tintas, sobrando ainda algum espaço para a Granacha aparecer na Rioja Baja. De lá saem alguns dos melhores vinhos espanhóis, sejam eles, Jovens, Crianzas, Reservas ou Grand Reservas. Os brancos são em sua maioria feitos com Viura e Malvasia, mas esta é uma terra de tintos! Mas não é só porque são apenas 2 Regiões DOCa que não existe mais nada bom na Espanha. Pelo contrário, pois é inadimissível falar de Espanha e não falar da Ribeira del Duero, no centro-norte do país, onde são produzidos vinhos maravilhosos, também à base de Tempranillo, mas aqui estes vinhos são mais encorpados, mais intensos pois a região é mais quente e a esta uva desenvolveu uma casca mais grossa, o que dá mais cor e estrutura ao vinho. Além da Ribeira, temos 2 outras regiões lá por perto, às margens do Rio Douro, que fazem bons tintos: Toro e Rueda. E para terminar ainda falta citar outras regiões como Navarra, ao norte da Rioja, Valdepeñas no centro-sul e Valencia, no litoral do mediterrâneo.

Pegando um barco e passeando pelo lindo Douro, atravessamos a fronteira e paramos em Portugal. E a primeira parada é no final do rio, já no oceano Atlântico na mais famosa região de vinhos brancos de Portugal, com os Vinhos Verdes. Lá, estes aromárticos e refrescantes vinhos feitos com a uva Alvarinho tem fama mundial. Voltando um pouco pelo Rio, no sentido da Espanha, saímos da região do Vinho Verde e vamos para a mais famosa das DOC´s de lá, o Douro. Vinhos estruturados, intensos, com vinhedos plantados nas encostas do Rio fazem desta paisagem uma das mais bonitas do mundo do vinho. Alí, a Touriga Nacional tem seu destaque, acompanhada de perto pela Touriga Franca, Tinta Roriz, tinto Cão e Tinta Barroca.  Descendo um pouco, passamos pelo Dão, região importante e localizada a 80 km do Douro. Alí, juntam-se as citadas acima, a Alfrocehiro e Jaen. Colado ao Dão, a região que tem um Rei soberano: A Bairrada do competente Luis Pato, que anda fazendo maravilhas por aqueles lados. Descendo mais, Passamos pelo Ribatejo, terra de muitas plantações e vinhos mais comerciais, até chegarmos a outra importante região, o Alentejo. Lá, a sudeste de Lisboa, Aragonez, Tricadeira e Castelão são os destaques de uma região emergente e que tem produzido vinhos muito bem feitos, potentes, com taninos balanceados e muita estrutura. Para terminar a parte Ibérica, uma degustação de 1 Alvarinho e mais 5 tintos, sendo 2 portugueses e 3 espanhóis.

Depois disto, um choque de culturas. Vamos ao novo mundo! Não vou detalhar cada país pois ficará cansativo, mas vale um destaque especial para os Estados Unidos, com seus vinhedos no famoso Napa Valley, além dos Pinot Noirs do Oregon (Acima do Napa) e até os Merlots, Pinot Noirs Riselings e Chardonnays de Nova Iorque. Sim, o estado de Nova Iorque também produz vinhos e são muito bem feitos. A região ainda é pequena, mas promete crescer! Além dos Estados Unidos, um foco na Australia, país que tem suas plantações localizadas quase que totalmente no sul do país, desde a região sudoeste pero de Perth, onde há o Margaret River que produz bons blends bordaleses e bons Semillóns e Chardonnays até o extermo sul, onde se localizam os principais vinhedos do país, como nas regiões de Clare Valley e seus Rieslings, Adelaide Hills e seus Chardonnays e as 2 mais famosas do país dos cangurus, o Mc. Laren Vale com seus Shiraz e Cabernets potentes e frutados e Barossa, o coração da produção vinícola australiana, com Shiraz e Grenache reinando por alí. Um pouco mais ao sul, vale destacar também a fria região de Coonawara (Cabernet Sauvignon) e Yarra Valley com seus ótimos Pinot Noirs.

Além de Estados Unidos e Austrália, ainda viajamos pela Nova Zelâdia e seus Sauvignon Blancs que estão virando bench-mark desta uva, Argentina e seus malbecs, Chile a a carmenère e Uruguai a a Tannat. Infelizmente o Brasil ainda não entrou na pauta do WSet, mas tenho certeza que em breve nossos espumantes estarão nos livros e aulas!

O saldo de vinhos do dia, segue o  mesmo dos outros: Mais 18 pra conta. E amanhã tem o último dia antes da temida e complexa prova (sábado)…

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Mais um dia se foi e para mim, muito mais interessante que ontem. A explicação é simples: Além de ontem ter sido um dia cheio de detalhes e muito burocrático com legislações, denominações e apelações Francesas, o dia de hoje começou com um assunto que eu gosto muito, entendo mais que as apelações francesas e está no sangue: La Bella Itália!!!! Passeamos detalhadamente pelas deliciosas e lindas regiões do centro-norte do país, e que também são as mais importantes produtoras, como o Piemonte dos estruturados e intensos Barolos e Barbarescos, além dos Dolcettos e Barberas, oVêneto dos leves Valpolicellas e dos alcoólicos, mas sensacionais Amarones e principalmente a Toscana do famoso Chianti, do branco Vernaccia di San Giminiano, do Nobile di Montepulciano e pra mim, principalmente, a terra de um dos melhores vinhos do mundo, os Brunelllos di Montalcino. Posso dizer que 70% da aula foi dedicada ao centro-norte e o restante passamos pelo sul, com destaque para a Puglia e seus Primitivos modernos e a Campania e Basilicata com um vinho que eu conhecia um pouco mas foi bacana conhecer melhor: O Aglianico. Um vinho intenso, profundo e de muita qualidade! Tem tudo para ganhar cada vez mais detaque no mercado global! A degustação foi de primeiríssma qualidade: 1 Soave, 1 Valpolicella muito gostoso (ambos vinhos do nordeste da Itália), 1 Aglianico da Campania, 1 Brunello, 1 Barolo e 1 Amarone. Seleção de primeiríssima qualidade!

Depois de sair da Enotria – como é chamada a Itália – subimos um pouco para a terra que faz brancos extremamente aromáticos e agradáveis, a Alemanha. Pela primeira vez tivemos uma aula quase que inteiramente focada em vinhos brancos. Mesmo tendo a surpresa de que a produção de tintos – destaque para a uva Spatburgunder, que é uma espécie de Pinot Noir que amadurece mais tarde – por lá equivale a 30%, número alto pelo que eu e todos na sala imaginávamos, o foco foram os brancos, em sua maioria Rieslings e Muller-Thurgau, dos secos aos doces. As classificações dos vinhos de quailidade por lá são diferentes pois eles classificam os vinhos pelo peso que a uva tem depois da colheita. E o que isto significa? Que quanto mais pesada a uva, maior o teor de açúcar dela. Então, não é erro nenhum falar que elas são classificadas pela quantidade de acúcar. São 6 categorias, sendo que 3 delas são compostas apenas de vinhos doces. As outras misturam vinhos secos e doces. Degustação inédita composta apenas por vinhos brancos! 3 secos e 3 mais doces, todos muito bons.

Por último, um pouco de países fora do circuito tradicional, mas que fazem ótimos vinhos. A Austria e seus brancos que se assemelham muito aos almeães, tem uma uva que sozinha ocupa 33% das plantações austríacas, a Gruner Veltliner. Mas também produzem bons tintos, ainda com pouca fama, mas que se baseiam na Blaufrankisch e na Zweigelt, uvas que se comparam a uma Cabernet Sauvignon e a uma Merlot respectivamente. Depois da Austria, um passeio pela terra dos maravilhosos Tokaj, vinho doce de inegável reputação e preços altíssimos. E descobri que não só deles vive a Hungria! Aliás, indo mais fundo, há vinhos feitos em Tokaj que não são doces e pudemos experimentar um bem seco, ácido e aromático! E por último, homenagendo Victor Caralambos Gabi-Gabriades, que por sinal faz aniversário de casamento hoje(!), demos um pulo na Grécia, com suas uvas de nomes estranhos  como Agiorgitiko, Assyrtiko e Ximovaro. Tomamos um excelente branco de Santorini e outro timto muito bom da ilha de Creta!

Por hoje é só… amanhã tem mais, com Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Estados Unidos, Australia, Nova Zelandia e Africa do Sul (Pouca coisa, não?!?!?!?!?!)

CHEERS!!

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Não preciso dizer todos os posts que o dia foi intenso pois eles serão sempre assim. O tema de hoje ficou por conta da França. Um dia inteiro vendo siglas, legislações, denominações e um monte de regras que regem a vitivinicultura deste país.

Começando por um capítulo somente dedicado às legislações da França, deu para entender melhor esta sopa de letrinhas que é o país. Todas as regras que eles usam para denominar os vinhos e as apelações são realmente rígidas e quem ousar fazer algo de errado é rebaixado ou excluído da apelação. E a coisa realmente funciona, mas é bem confusa. Depois fomos passear pela charmosa e nobre região de Bordeaux, berço de alguns dos melhores vinhos do mundo. Margem esquerda com os famosos distritos de Médoc, Haut-Medoc e Graves e dentro destes distritos, temos comunas como Margaux, Saint-Julien, Paulliac e Sauternes. Em todos estes lugares, reinando a Cabernet Sauvignon. Na margem direita, as famosas comunas de Saint-Emillion e Pomerol tem a Merlot como rainha. Mas vale dizer que Os vinhos de lá, por mais que tenham um predoimínio de alguma uva, são em sua grande maioria, cortes que envolvem 2 ou mais uvas, entre as 5 mais plantadas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Ptit Verdot, Cabernet Franc e Malbec, além das brancas Semillon, Sauvingon Blanc e Muscadelle.

Para a segunda aula, passamos de uma região nobre para outra tão nobre quanto. Para alguns, a mais bonita de todas e que produz os vinhos mais charmosos do mundo, a Borgonha. Se Bordeaux tem muitas apelações, a Borgonha dá um banho nesta outra região. Até os próprios franceses dizem que é muito complexa a região e que não dá para entender tudo. Falando grosseiramente, podemos dividir a região em 5 distritos com destaque para Chablis, de onde vem alguns dos vinhos brancos mais conceituados do planeta, feitos exclusivamente com Chardonnay e Côte D’Or, o coração da região e onde ficam importantes nomes como Romanée-Conti e Latache, mas também onde se produzem excelentes brancos como Pulingny-Montrachet; Os outros 3 distritos, menos glamurosos, mas com vinhos excepcionais são Côte Chalonnaise, Maconnais e Beaujolais, região onde são produzidos os Beaujolais Village e Noveau, este um fenômeno de marketing visto no mundo todo no mês de novembro quando chegam as garrafas da safra atual.

Por último, uma passagem pelas outras regiões francesas como a Alsácia, famosa por seus brancos aromáticos feitos como Semillon ou Gewurstraminner; O Vale do Loire, região bem extensa e diversificada que também se destaca na produção de brancos, mas de bons tintos feitos à base de Cabernet Franc; O Vale do Rhone onde surgiu a primeira apelação da França, o Chateauneuf du Pape, mas que também faz tintos maravilhosos como Grenache, Syrah e Mouvedre nos distritos de Hermitage, Crozes-Hermitage, Cote-Rotie e Cotes-du-Rhone-Village, entre outras; E por último o Sul da França com as regiões do Languedoc-Roussilon e Provence.

Enfim, se vcs acharam muita coisa aqui, imaginemna aula e terminando o dia com mais 18 vinhos pra conta…

Amanhã tem mais e lá vou eu devorar os livros!

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