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Semana passada tivemos mais um embate de gigantes na Confraria dos Publicitários. Novamente os Brunellos entraram em jogo, desta vez para tirar a limpo a estória de que o Renina do Gaja ganhou a outra pois não foi às cegas. Então, com muito esforço, fomos lá…

Com 4 ausências – Marcio, Duda, Gaion e Rafa – o evento sentiu a falta deles, mas não perdeu em grandiosidade. Para compensar, o sempre solícito e surpreendente Gomez levou um Brunello a mais, de um amigo importadora, que queria que experimentássemos o vinho. Então, tínhamos 6 pessoas e cinco garrafas. A noite prometia!

Depois de goles e mais goles, começamos a eliminar os vinhos. Em quinto lugar ficou o tal vinho do amigo do Gomez, nada menos que um Pian delle Vigne 2004, feito pelas mãos competentes e cuidadosas da Família Antinori. Com 90 RP e 91WS, era um Brunello que nunca havia tomado e sempre tive curiosidade. Mas me decepcionou. Foi quase uma unanimidade que seria o primeiro a cair. Depois, uma surpresa: O próximo a cair foi o cultuado Valdicava Madonna del Piano também 2004, levado pela dupla Gomez e Fred “Muller” Prateado. Este vinho, que tem 96+RP e 96WS sempre foi um dos mais aclamados Brunellos, mas acho que estava novo demais. Mostrou uma potencia impressionante, mas ainda muito alcoólico e nariz não tão desenvolvido e à altura do vinho que é. Uma pena, mas que daqui há uns 4 aninhos estará espetacular. E Gomez, que apostou alto, ficou inconformado. Saiu da mesa, não queria mais comer, começou a chorar, se trancou no banheiro e falou que não ia mais sair de lá … J

Os 3 que restaram foram caminhando e o próximo eliminado foi um surpreendente Poggio San Polo 2004, que eu nunca havia ouvido falar. Um vinho equilibrado, apesar de novo para um Brunello, estava mais pronto para tomar que os outros. Nem parecia Brunello e encantou por causa disso! Com 93WS e 92RP, a dupla Gaion e Herbert apostou bem e surpreendeu por ser um Brunello diferente!

E então veio a disputa do campeão e do vice, que desta vez não foi tão ferrenha. Desde o começo o vinho campeão já vinha se destacando e levou 4 votos, contra 2 do vice. Vice este que era do Rafa e meu, um Frescobaldi Castelgiocondo 1997, com 96WS, esta foi uma das épicas safras para os Brunellos. Apesar de seus 13 aninhos de idade, ainda estava um pouco fechado, mostrando boa guarda ainda, mas já encantador! E o grande vencedor garantiu o Tetra ao Dado e o primeiro título ao Edu, com um Brunelaço, o Casanova di Neri Tenuta Nuova 2003. 92RP e 92WS, este vinho estava realmente delicioso. Mais pronto que o Frescobaldi 1997, era um típico Brunello com excelente corpo, equilíbrio entre a acidez e o álcool e um nariz maravilhoso, com madeira balanceada e na medida certa.

Mais uma noite inesquecível, com uma comida primorosa do Piselli, como sempre, fora o serviço atencioso e cuidadoso do Fernandinho (sommelier) e o carinho de sempre do amigo Juscelino. E quando estávamos indo embora, tivemos que convencer o Gomez a sair do banheiro e ir pra casa…

 

CHEERS!!

 

 

Vinho: Atamisque Malbec 2007

Produtor: Bodegas Atamisque

Origem:  Mendoza (Argentina)

Uvas: Malbec

Safra: 2007

Importadora: World Wine

Preço Aproximado: R$ 78,00

 

Este mês o tema da #CBE  – Confraria Brasileira de Enoblogs – foi bem amplo e pedia um MALBEC de qualquer faixa de preço. Um tanto quanto aberta a pedida, mas que acho bacana, pois teremos uma gama legal de vinhos, de vários estilos e faixas de preço. O meu foi um que, seguindo o conceito do Vinho da Semana, fosse um bom custo benefício. Escolhi o Atamisque Malbec 2007, que foi um dos vinhos que experimentei no Wolrd Wine Experience e que foi uma grande surpresa. Um malbec típico, vermelho bem escuro e intenso, tendendo ao púrpura, que no nariz traz uma madeira bem acentuada, acompanhada de frutas negras como amora. Na boca é aquele “malbecão” típico que enche a boca, temvolume, estrutra, taninos macios e presentes e um final longo. Acatando a sugestão de uma amiga querida, vou começar a colocar no final de todos os vinhos da semana, uma sugestão de harmonização. Neste caso, a tarefa está fácil: Carnes grelhadas (Churrasco) ou com molhos fortes ou um cordeiro ao forno.

 

CHEERS!!

O EnoDeco é um blog de vinhos, mas fala também de outras coisas boas da vida, principalmente as que são relacionadas com a gastronomia. Faz um tempo que quero escrever sobre algo que ando experimentando e gostando cada vez mais e que tem tudo a ver com o vinho: AZEITES! Este precioso líquido espesso, amarelo e frutado tem me fascinado cada vez mais e me instigado a experimentar novas marcas.

Já comentei uma vez aqui sobre o Azeite Petralia, um belíssimo chileno produzido pela vinícola Terramater, este um dos melhores azeites que já experimentei. Outro chileno que costumo ter em casa para situações especiais é o Olave, também chileno e muito parecido com o Petralia, pois é muito aromático, intenso e tem pouco amargor. Muita gente arregala os olhos quando falo da procedência destes dois azeites, mas o fato é que este país tem se destacado bastante na produção de azeitonas. Confiram nesta matéria um pouco mais sobre os azeites chilenos.

Não é novidade que a grande tradição em azeites vem da Europa, principalmente de países como Itália, Espanha e Portugal e até a Grécia e que os azeites mais conhecidos são de lá, mas graças a Deus há uma infinidade de marcas para experimentarmos. Um dos meus preferidos de lá é o Azeite Borges. Não só pela qualidade, como pela extensa linha que eles tem. Além dos varietais (Assim como nos vinhos, feitos com apenas um tipo de azeitona), há os aromáticos da especial linha do renomado chef espanhol Ferran Adriá, vinagres e outras coisas mais. Enfim, uma linha bacana e de altíssima qualidade.

E por último, queria falar da última marca que experimentei e que não vem de nenhum destes países citado acima, mas da nossa vizinha Argentina! O produtor já é bem conhecido por aqui pelos seus vinhos: A Familia Zuccardi! Os seus 3 varietais “Arauco”, “Manzanilla” e “Frantoio”, são feitos com azeitonas extraídas de oliveiras originárias da Argentina, Espanha e Itália e são muito bons, com destaque, para mim, ao Frantoio. Me surpreendi e fiquei muito feliz em saber que ganhei mais um azeite especial para ter aqui em casa e se juntar com os Borges e o Olave, já que o Petrallia eu não encontro por aqui!

Em breve quero explicar um pouco mais sobre a produção de azeites, mas antes preciso me aprofundar e entender melhor. Afinal, a ligação deles com o vinho é muito grande, não só por se tratar de uma “arte” na produção, mas porque os países que ganham destaque são comuns aos 2 produtos!

CHEERS!!

Recentemente andei falando sobre vinhos orgânicos e biodinâmicos e fiquei sabendo no início da semana que haverá agora na Casa da Fazenda (Morumbi – SP) nos dias 08 e 09 de Novembro a segunda edição da Feira de Vinhos Orgânicos e Biodinâmicos. Para a edição deste ano já estão confirmadas mais de 40 vinícolas, a grande maioria, francesas.

Uma das grandes atrações do evento promete ser a presença do melhor sommelier do mundo em 2007, Andreas Larsson, que será o grande anfitrião do evento. O custo antecipado do ingresso, por dia é de R$ 150,00. Na hora, o valor sobre para R$ 200,00. E haverá distinção de horários para profissionais do setor e para enófilos. Os primeiros devem chegar a partir das 14:30 e os enófilos e consumidores, apenas após as 17:30.

Mais informações, na Casa do Porto, telefone (11) 3061-3003. Estarei por lá!

CHEERS!!

 

Vinho: Terra Andina Altos Malbec/Petit Verdot

Produtor: Terra Andina

Origem: Vale Central (Chile)

Uvas: Malbec e Petit Verdot

Safra: 2008

Importadora: Vinci

Preço Aproximado: R$ 55,00

 

Um corte absolutamente diferente para um vinho chileno. Malbec, uma uva que se deu muito bem na vizinha Argentina, tem mostrado que também se faz bons vinhos no Chile. A Petit Verdot, uma uva que não está entre as mais plantadas aqui na América do Sul e que dificilmente é encontrada em vinhos varietais. Duas uvas com estrutura e que dão vinhos encorpados e austeros. Este levou 90+ pontos de RP, uma pontuação sensacional para um vinho de pouco mais de R$ 50,00. É frutado, intenso tanto no nariz como na boca, ainda pesando um pouco o álcool, mas que aqui uns 2, 3 anos estará bem mais macio. Um ótimo achado.

CHEERS!!

Terça-Feira fui convidado para uma degustação bem bacana na Decanter. Estava aqui o Gerente Comercial da Falua – Conde de Vimioso, Roque da Cunha Ferreira. Esta é uma vinícola com ótimos vinhos, localizada na região do Tejo (Nova denominação da antiga região do Ribatejo) e é um projeto do renomado e competente João Portugal Ramos.

A degustação, comandada por Roque foi composta por 6 vinhos, sendo 1 branco, 1 rosé e 4 tintos. Vou falar dos que mais me chamaram a atenção e que merecem algum destaque.

Primeiramente, o excelente Quinta de Foz de Arouce 2008, um branco muito bom, feito 100% com a uva cerceal. Um vinho caro (R$ 125,00) por ser branco, mas de uma qualidade impressionante. Toques minerais fortes, que se juntam a um pouco de madeira e o deixam redondo, elegante e muito equilibrado, com uma acidez moderada e um final médio-longo. O preço espelha a minúscula produção: Apenas 2.500 garrafas!

Para mim, logo depois veio a surpresa da noite. O Conde de Vimioso Rosé 2009 quase enganava na cor. Poderia facilmente passar por um Pinot Noir bem leve e apenas olhássemos a cor. Até por conta desta tonalidade mais forte deste rosé (Touriga Nacional e Syrah), esperava-se que os aromas e sabor fossem mais intensos e foi o que vimos e sentimos. No nariz uma framboesa bem evidente, intensa e na boca ainda tínhamos toques de morango, com acidez e álcool equilibrado e um final não tão longo, mas cumpridor. Um vinho refrescante e marcante. O preço o deixa melhor ainda: R$ 37,00 e pra mim o grande custo-benefício da noite!

Dos tintos servidos, 2 me chamaram a atenção: O Conde de Vimioso Reserva 2007 (R$ 120,00) feito com Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Aragonês, estagiou 16 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso e no nariz, uma pronunciada baunilha que se juntava a frutas negras e pimenta. Na boca taninos macios, acidez moderada e ainda um pouco alcoólico, com um longo final. O outro foi o top da vinícola, o Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas Santa Maria 2005, que é um vinho feito 100% com a uva Baga e bem difícil de beber. Encorpado, intenso e ainda fechado, não conseguiu mostrar toda a sua capacidade. Um vinho de longa guarda, mas que já dá pra notar que vai crescer e se tornar um “monstro”. Frutas Vermelhas, tabaco e um pouco herbáceo no nariz. Volumoso, bom equilíbrio entre acidez e álcool e um final longo! Pelos 14 meses em meias barricas novas de carvalho, não se nota muita madeira ainda. Custa R$ 180,00.

Não conhecia os vinhos deles, mas fiquei impressionado com o nível de todos eles, principalmente por serem de uma região não tão famosa como o Alentejo e o Douro. E o Roque, figura simpática e atenciosa, conduziu a degustação muito bem e foi uma noite bem agradável!

CHEERS!!

Aproveitando que no último dia 22 de Outubro comemorou-se o Dia do Enólogo, resolvi aqui escrever um pouco sobre a confusão que muita, mas muita gente faz sobre 3 termos: Enólogo, Enófilo e Sommelier. Vamos lá:

O ENÓLOGO é formado na faculdade de enologia é o principal responsável pela produção de vinhos numa vinícola. ele é a pessoa que detém todos os conhecimentos técnicos, desde a plantação das videiras até o engarrafamento. É uma pessoa-chave na produção de um vinho pois ele pode determinar quando colher as uvas, como colher, como vai ser o processo de fermentação, de maturação e todas as etapas do processo. É “o cara” e pode ir do céu ao inferno em minutos…!
 
O ENÓFILO é um amante e um estudioso do vinho.  Há aquele que ainda se dedicam profissionalmente meu caso 🙂 sem ter feito faculdade de enologia. Muitos dos críticos, blogueiros e colunistas são apenas enófilos, que algumas vezes fizeram algum tipo de curso. Ou há aqueles que também nunca fizeram um curso, mas que tem muita sensibilidade e conhecimento por tudo o que já leram e principalmente provaram.

O  SOMMELIER é um conhecedor do vinho e que na maioria das vezes fez um curso para se formar sommelier. Nestes cursos ele aprende a servir o vinho adequadamente, aprende os princípios da harmonização e outras coisas importantes para que possa tirar dúvidas e  deixar os clientes dos restaurantes e eventos tranquilos de que fizeram boas escolhas.

 
 
Aos enólogos, homenageados no dia 22.10, minha reverência e admiração pelo trabalho que fazem, possibilitando a nós que bebamos vinhos feitos com cuidado e dedicação!
 
 
CHEERS!!